Majestade do Samba

PORTELA é FATO E FOCO



quinta-feira, 12 de março de 2015

Majestade do Samba (32ª Edição - Fev/2007)

Zeca Pagodinho (48 anos)

ZECA PAGODINHO VISITA CIDADE DO SAMBA E DIZ QUE VAI FESTEJAR SEUS 48 ANOS NA SAPUCAÍ (O DIA – 31/01/07)
 
 

Sambista promete cantar seus sucessos depois dos ensaios técnicos no próximo domingo.

Acostumado a ficar em sua casa na Barra ou em Xerém curtindo a família, Zeca Pagodinho teve um dia diferente nesta quarta-feira. O sambista passou boa parte do dia na Cidade do Samba e visitou os barracões da Grande Rio e da Portela. Ao lado da esposa Mônica, do filho Eduardo e das duas filhas, o portelense acompanhou a visita do ministro Gilberto Gil à Grande Rio, no início da tarde. 

 
Prestes a completar 48 anos, ele revelou que, atendendo a um pedido do presidente da LIESA, Capitão Guimarães, vai festejar seu aniversário no ensaio técnico da Sapucaí, no próximo domingo. O presente, porém quem vai ganhar são os fãs, pois Zeca deverá cantar alguns de seus sucessos ao lado de Jorge Aragão, no palco armado em frente ao Setor 3. "Já acertei duas vans só para levar minha família. Faço questão que meus pais estejam presentes", disse.
 
Depois de conhecer a alegoria n° 8 da Grande Rio, onde virá no desfile, o cantor que lançou recentemente um disco baseado no som das gafieiras disse que não terá problemas ao defender outra bandeira na Avenida. "Todo mundo sabe que sou Portela de coração, por isso se a Grande Rio resolveu me homenagear só posso me sentir mais honrado ainda", explicou. 
 
Sobre as chances das duas escolas, o compositor afirmou que ficaria muito feliz se a Portela ganhasse, mas também ressaltou que um título para a Baixada seria muito bom. "Há muito tempo que torço para a Grande Rio ser campeã. Morei muito tempo em Xerém e sei como seria bom para levantar a auto estima das pessoas. O povo iria delirar". Segundo ele, existe uma solução para que das duas saiam bem da Sapucaí. "O ideal seria um empate entre a Grande Rio e a Portela", brincou.
 
Ao chegar no barracão da azul e branco, Zeca, que virá na 5ª alegoria ao lado da velha-guarda show fez questão de elogiar o samba-enredo da Portela. Em seguida, conversou com o presidente e perguntou sobre o compositor Monarco. Entre uma cerveja e outra, ele reclamou o fato de as rádios não tocarem mais sambas como antigamente e lembrou dos tempos em que desfilava nos blocos "Boêmios de Irajá" e "Urubu Cheiroso". Já no final da tarde, ele ainda conferiu uma gravação da Unidos da Tijuca e tirou fotos com dezenas de fãs. Para os que perderam a chance, o consolo é esperar até domingo.

Marquinhos de Oswaldo Cruz (Disco)

FEIJOADA DA PORTELA RECHEADA DE ATRAÇÕES (site da Escola – 30/01/07)


 
Marquinhos de Oswaldo Cruz autografa disco
 e Ivan Lins dá canja
 
No mês do Carnaval, a melhor opção de lazer no Rio de Janeiro, para cariocas e visitantes, é ouvir uma boa batucada. E a nossa Portela apresenta, no próximo sábado, dia 3, mais uma edição do Pagode da Família Portelense.
 
Criada pela Velha Guarda da azul e branco e pelo sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz, a roda de samba começa às 13h, com direito à deliciosa feijoada preparada pelas baianas da agremiação. Marquinhos, aliás, vai fazer do consagrado evento a tarde de autógrafos de seu novo disco, "Memórias de Minh'alma".
 
Quem também promete agitar o sábado na Portela é o cantor Ivan Lins, que vai brindar o público com sucessos como "Emoldurada", música que compôs para a mulher, em homenagem à escola de bambas como Monarco, Tia Doca e Tia Surica.
 
A quadra da Portela fica na rua Clara Nunes, 81, em Madureira.
Pagode da Família Portelense
Horário: 13h
Ingresso: R$ 5
Feijoada: R$ 7
Classificação etária: Livre
Telefone quadra: (21)2489-6440

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Paulo da PORTELA (Homenagem)


MUSICAL CONTA A HISTÓRIA DE PORTELA (O Globo - 29/01/2007)
 
O espetáculo, em cartaz amanhã no GLOBO, tem entrada franca.
 
A série Encontros O Globo — Especial Ciclo de Leituras abriu sua temporada de 2007 na semana passada com uma apresentação do espetáculo “Ai, que saudades do Lago”, que levou ao palco a vida de Mário Lago, regada a marchinhas. Toda terça-feira, até o dia 13 de fevereiro, um novo musical será encenado com entrada franca no auditório do jornal, na Rua Irineu Marinho 35, na Cidade Nova. A atração de amanhã será “A História de Paulo Benjamin de Oliveira — O Paulo da Portela”, com Alexandre Moreno (que vive o protagonista) e Zezé Motta (que interpreta sua mãe), entre outros.
 
Protagonista lutou para popularizar o samba
 
O herói da história nasceu há quase 106 anos, e sua importância não se resume à participação na criação da Portela. Igualmente relevante foi a sua luta para popularizar o samba e apagar o estigma de que os sambistas eram vagabundos ou marginais. Apesar de só ter tido instrução primária e ter trabalhado desde cedo para ajudar a família, Paulo se expressava com eloquência, tinha bons modos e se vestia de maneira elegante. Era conhecido pelo epíteto de “professor”.
 
No bairro pobre de Oswaldo Cruz, onde morava na década de 1920, ele foi um dos líderes do bloco Baianinhas de Oswaldo Cruz, que costumava desfilar em direção à Praça Onze depois do bloco infantil Quem Fala de Nós Come Mosca, pegando ‘de empréstimo’ a licença que havia sido dada a este pela polícia. Em 1926, os dois blocos foram fundidos no Conjunto Oswaldo Cruz, que depois virou Quem Nos Faz é o Capricho, depois Vai Como Pode, e, finalmente, Portela.
 
Os sambas de Paulo foram gravados por grandes nomes do rádio, como Mário Reis e Carlos Galhardo. Com Cartola, ele apresentou o programa “A voz do morro, em 1941, na rádio Cruzeiro do Sul.
 
No carnaval desse mesmo ano, durante o desfile na Praça Onze, Paulo se desentendeu com a direção da escola, que tentou proibir que ele e os amigos Heitor dos Prazeres e Cartola desfilassem, ao chegarem de uma viagem a São Paulo. Os três apareceram vestindo camisas listradas de preto e branco, com as quais desfilaram no estado vizinho, no Grupo Carioca. As cores da Portela são azul e branco. Depois da briga, Paulo se mudou para a pequena agremiação Lira do Amor.
 
- O espetáculo é a história da vida de Paulo, do nascimento à morte, e as músicas se inserem naturalmente no meio da trama. Uma das mais importantes é “O meu nome já caiu no esquecimento”, que ele compôs ao deixar a Portela e em que chora suas mágoas — diz o autor, Wilson Machado.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Paulinho da Viola (Visita ao Barracão)

PAULINHO DA VIOLA O BARRACÃO DA PORTELA (site da Escola – 24/01/07)


Paulinho da Viola contemplativo e orgulhoso com o manto PORTELENSE


Na última quarta-feira Paulinho da Viola foi ao barracão da Portela conferir como andam os trabalhos de finalização das alegorias e fantasias para o Carnaval 2007. 
 
Acompanhado pela radialista Flor de Maria, Paulinho da Viola foi recebido pelo Presidente da Portela, Nilo Figueiredo, sendo presenteado por este com uma camisa oficial do enredo de 2007. Logo depois, literalmente, "vestiu a camisa" da Portela.


Com sua habitual simpatia, circulou pelo barracão, conversando com as equipes, demonstrando sua admiração com a qualidade do trabalho realizado. 

PORTELA 2007 (Enredo)

DEUSES GREGOS E JUVENTUDE SÃO A MARCA DO DESFILE DA PORTELA (O Globo Online – 24/01/07)
 
Os carnavalescos Amarildo de Mello e Cahê Rodrigues foram buscar na Grécia antiga a inspiração para o que eles chamaram de "a grande avant premier" dos jogos do Pan, que acontecem este ano no Rio de Janeiro.  Segundo os carnavalescos, a idéia do desfile, que vai contar com a presença de estrelas do esporte como os irmãos Diego e Daniele Hipólito, Robson Caetano, Luiz Lima e Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei, é colocar na avenida um espetáculo tão grandioso quanto a abertura dos jogos olímpicos.
 
De acordo com Cahê Rodrigues, um dos grandes destaques será a Águia, o símbolo da Escola, que tradicionalmente vem como um abre-alas, ganha novo lugar, e entra pedindo passagem para a escola na avenida. Outra novidade virá no carro dos atletas brasileiros que, além de efeitos especiais, terá apresentações ao vivo de alguns esportistas.
 
-  A gente quer que as pessoas que estejam assistindo o desfile esqueçam que estão torcendo por uma escola de samba, mas que tenham a sensação de estar torcendo pelo esporte brasileiro - contou Rodrigues, que prometeu ainda um final emocionante.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Vilma e Benício (Homenagem)

 
UMA DUPLA QUE FEZ HISTÓRIA (Jornal Extra - 21/01/2007) 
 
Vilma Nascimento desfilou pela primeira vez na Portela em 1957, fazendo dupla com Ari, antigo parceiro de Dodô. Em 1962, Natal foi buscar Benício no Império Serrano. A dupla dançou até 1979, quando ela deixou a escola depois de brigar com o antigo presidente Carlinhos Maracanã.
 
- Natal queria o melhor. Onde tinha gente boa, ele ia buscar - lembra Benício.
 
Os dois começaram a dançar juntos ainda adolescentes, nos shows coordenados por Carlos Machado nos anos 50. Nessa época, Vilma, com 13 anos, e Benício, com 17, passaram a se apresentar como mestre-sala e porta-bandeira. O primeiro contato deles com Natal foi em 1952.
 
- Ele foi até a boate onde a gente se apresentava para pegar a bandeira da Portela. Não sei como, ela tinha sido alugada para o show. Chegou gritando, dizendo que queria a bandeira, mas quando me viu dançar, parou. No final, disse que eu tinha que sair pela Portela — lembra ela, que era da União de Vaz Lobo.
 
A imposição não foi aceita. Vilma só começaria a desfilar pela Portela cinco anos depois, quando começou a namorar Osmar José de Nascimento, o Mazinho, filho de Natal. Aí, não teve jeito.