Majestade do Samba

PORTELA é FATO E FOCO



terça-feira, 21 de março de 2017

Velha Guarda da PORTELA (Cannes)

FILME SOBRE A VELHA GUARDA DA PORTELA É SELECIONADO PARA CANNES (O Globo – 12/05/08)

O documentário 'O mistério do samba' fará sua estréia mundial no festival. Roteiro conta com Marisa Monte; Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola participam.

Mais um filme brasileiro foi selecionado para o Festival de Cinema de Cannes, que acontece de 14 a 25 de maio. “O mistério do samba”, dirigido por Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, terá sua estréia mundial no encerramento da Mostra Cinéma de la Plage, no dia 25 à noite.

O documentário, que levou dez anos para virar realidade, retrata a história, as músicas e o cotidiano dos integrantes da Velha Guarda da Portela, escola de samba do Rio de Janeiro. Mostra também a pesquisa que Marisa Monte realizou, recuperando composições esquecidas –a cantora também assina o roteiro do longa-metragem.

Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho, ilustres portelenses, também estão no filme, que deve estrear no Brasil no segundo semestre deste ano.

domingo, 19 de março de 2017

Celsinho de Andrade (Samba na Barra)

SAMBA TEM MAIS UM ENDEREÇO NA BARRA  (Jornal de Bairros - 11/05/2008)

Roda recém-criada pelo músico Celsinho de Andrade agita as noites de sexta-feira no bairro.

Quando o assunto é samba, o bar Bom Sujeito, na Barrinha, já não reina mais sozinho. Desde o início de abril, um burburinho vem tomando conta do Bar do Mar, na Avenida Ayrton Senna. Tudo por causa do músico Celsinho de Andrade, que comanda toda sexta, a partir das 21h, uma roda de samba com o grupo Preto do Banjo, que toca aos sábados no restaurante Antiqua Sappore, na Lapa. Segundo Celsinho, agora não falta mais batuque do lado de cá do túnel. 

- A ideia é resgatar o samba de raiz carioca. O grupo toca principalmente canções de compositores consagrados, como Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Jorge Aragão e Cartola, entre outros — diz o bicampeão de samba-enredo da Portela, que também é presidente do bloco carnavalesco “Voltar pra quê?”, que desfila no Centro do Rio. 

A próxima edição da roda contará com a presença de Ratinho, parceiro de Monarco e dono da famosa Toca do Rato, no Méier. 

- Estou muito orgulhoso do projeto, porque o samba ainda não tem muito espaço no bairro. Há três ou quatro anos, o Bar do Mar fazia uma roda toda segunda à tarde, mas acabou. Nosso objetivo é reconquistar esse público — diz Celsinho. 

O evento começa às 21h, mas, quem quiser chegar antes, às 18h, pode aproveitar um happy hour com dose dupla de cerveja, uísque e caipirinha. O ingresso custa R$10. Informações: 3329-7536.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Feijoada da PORTELA (Siloca, 86 anos)

FEIJOADA DA PORTELA CONTOU COM AS PARTICIPAÇÕES DA CANTORA MAIKA E DO GRUPO ABC  (Setor 1 – 06/05/08)

No último sábado, dia 3/05, ocorreu mais uma edição da Feijoada da Família Portelense. Os presentes assistiram a uma belíssima apresentação da Velha Guarda Show, que convidou a cantora Maika e o Grupo ABC para subir ao palco. O evento contou, inclusive, com a participação especial do cantor e compositor Diogo Nogueira, que relembrou canções do repertório de seu pai, o saudoso portelense João Nogueira


Ainda na ocasião, o presidente Nilo Figueiredo parabenizou a todos os aniversariantes do mês e, em especial, a um dos mais antigos portelenses, o Siloca, que completou 86 anos e faz parte da galeria da Velha Guarda da Portela. Como não poderia deixar de ser, não faltou bolo à comemoração.

Mas a feijoada foi abrilhantada também pela presença inesperada de Anderson Leonardo, integrante do grupo Molejo. Junto a Gabrielzinho do Irajá, o pequeno e notável intérprete do GRESM Filhos da Águia, Anderson cantou sucessos do Molejo, além de sambas antigos. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Feira das Yabás (Inauguração)

FEIRA GASTRONÔMICA DO SAMBA (site ocarnavalesco – 05/05/08)



Marquinhos de Oswaldo Cruz e Dona Ivone Lara

O Rio de Janeiro vai ganhar, este mês, a Feira Gastronômica do Samba, a Feira das Yabás. O projeto é obra do cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, que tem por objetivo principal reunir as melhores cozinheiras do samba e resgatar a cultura negra, num encontro mensal na Praça Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz.

No evento, os amantes da boa culinária vão encontrar barracas com os mais variados tipos de comida, como feijoada, galinha com quiabo, rabada, caldo de mocotó e roupa velha, pratos que serão preparados com o tempero especial de tias bem famosas das escolas de samba cariocas, como Tia Doca e Neide Santana, ambas da Velha Guarda da Portela.

Além das comidas típicas de sambistas, quem for ao evento, marcado para o segundo domingo de cada mês, ainda será contemplado com uma roda de samba comandada por Marquinhos de Oswaldo Cruz e seus convidados ilustres. E o melhor: de graça. Com patrocínio do Ministério do Turismo, da Prefeitura do Rio e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e apoio do Sebrae, da Fundação Cultural Palmares e do Mercadão de Madureira, o público não pagará ingresso para curtir a Feira. Será cobrado, apenas, o que for consumido nas barracas.

Na tarde de estréia, marcada para 11 de maio, Dia das Mães, a diva do samba, Dona Ivone Lara, vai fazer um show homenageando todas as mulheres, cantando sucessos como "Acreditar" e "Sonho Meu", músicas compostas pela cantora em parceria com Délcio Carvalho.

A bateria do Império Serrano também se apresentará em homenagem às mães, fazendo da roda de samba ainda mais animada.

Marquinhos de Oswaldo Cruz, que todos os anos agita o Rio com o seu já tradicional Pagode do Trem e é um dos criadores da famosa Feijoada da Portela, acredita que a Feira fará muito sucesso entre os fãs do bom samba.

-  Todos esses eventos atraem gente de todas as partes do Rio e até do Brasil porque enaltacem o bom samba. Tenho muito prazer de mostrar o meu trabalho, mas sempre permitindo que outros apaixonados pela nossa cultura façam parte de cada projeto e contemplem o público com o que há de melhor na nossa música. E o carioca e o povo de Oswaldo Cruz merecem um evento desse porte -diz Marquinhos.

Serviço:
Feira Gastronômica do Samba, a Feira das Yabás
Data: 11 de maio (Dia das Mães)
Todo segundo domingo de cada mês
Horário: Meio-dia (Início da Feira) – 14h (Início da Roda de Samba)
Atrações: Roda de Samba com Marquinhos de Oswaldo Cruz - Convidados: Dona Ivone Lara e Bateria do Império Serrano
Entrada: Gratuita
Pratos: Os valores das comidas terão preços populares
Local: Praça Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz
Classificação etária: Livre

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Paulinho da Viola (Entrevista)

ENTREVISTA: A PORÇÃO VERDE-E-ROSA DE PAULINHO DA VIOLA (O DIA – 29/04/08)
 
A música – uma das mais belas homenagens a uma escola de samba –, defendida por Elza Soares no 4º Festival de Música Brasileira da TV Record, em São Paulo, deixou-o com peso na consciência. Sentindo-se em dívida com a Portela, compôs seu maior sucesso: “Foi um rio que passou em minha vida”, declaração de amor à escola de coração.

Como você compôs "Sei lá, Mangueira"?

Paulinho da Viola – Fui à casa do poeta e parceiro Hermínio Bello de Carvalho, no Catete. Chegando lá, a primeira coisa que ele me disse era que estava preparando um musical que iria se chamar “Fala, Mangueira”, e me mostrou umas quatro ou cinco letras, mas não me deu nenhuma para musicar. Também não queria me envolver na produção do musical, porque o Hermínio tinha um parceiro, Maurício Tapajós, com quem havia composto outros trabalhos desse tipo, como o musical “João, amor e Maria”, e pensei que eles fossem fazer juntos o “Fala Mangueira”. Quando comecei a ler a terceira letra, a música me veio instintivamente. Então disse para o Hermínio: “Essa aqui já tem música”. Ele me deu o violão e um microfone de pé para gravá-la. No total, isso tudo não durou mais do que quinze minutos. O musical acabou não acontecendo, transformou-se num LP, mas o Hermínio inscreveu a música num festival da TV Record em São Paulo.

É verdade que você torceu contra a música no Festival?

Paulinho da Viola – Não torci contra, mas quando soube que o Hermínio tinha inscrito a música no festival, e que a música tinha sido classificada, eu entrei em pânico. Ele até ficou um pouco sentido comigo, esperava que eu dissesse “Que maravilha!”, mas eu lhe disse: “Hermínio, você não está entendendo! Eu sou presidente da ala de compositores da Portela. Como vou aparecer num festival com um samba de exaltação à Mangueira?” Tentei tirar a música do festival, mas me disseram que isso causaria muitos problemas, pois já tinha sido selecionada. Fiquei muito chateado. Não acompanhei o festival. Soube depois que a música fora defendida pela Elza Soares, que depois de receber muitas vaias do público – vaiava-se tudo em festivais – enrolou-se na bandeira do Brasil.

Você sofreu algum tipo de represália dos portelenses por causa do sucesso da música?

Paulinho da Viola – Não. Até o Natal, que dava bronca em compositores que faziam música para outra escola, não disse absolutamente nada, pelo menos para mim. A música fez sucesso, mas não a ponto de criar uma celeuma com a Portela. Mas eu fiquei com uma dívida com a Portela.

Como era a relação entre Mangueira e Portela? Havia muita rivalidade?

Paulinho da Viola – A rivalidade é só no dia do desfile. No meu tempo e mesmo antes, a relação entre mangueirenses e portelenses sempre foi de muita cordialidade. Sempre visitei o morro de Mangueira com Zé Ketti, visitava o Tingüinha, o Pelado, aquela turma toda. E o pessoal da Mangueira também visitava a Portela. A ligação era muito forte.

Você se sentiu na obrigação compor "Foi um rio que passou em minha vida?" 

Paulinho da Viola – Não é uma resposta. É algo que eu buscava de alguma maneira desde que compus “Sei lá, Mangueira.” Volta e meia eu pensava “Pôxa, tenho de fazer um samba para a Portela”. Um dia, passei numa livraria na Rua México e vi um livro com o título “Por onde andou meu coração”, de Maria Helena Cardoso. Não comprei o livro, nem entrei na livraria, mas fiquei com o título na cabeça, como se algo me dissesse: “olha aí, cara.” Foi daí que saiu “Se um dia/Meu coração for consultado/Para saber se andou errado/Será difícil negar”. A idéia era essa, mostrar por onde andou meu coração, que na verdade nunca esteve na Mangueira (risos)

Para terminar: "Sei lá, Mangueira" ou "Foi um rio que passou em minha vida"?Qual é a mais bonita?

Paulinho da Viola – “Foi um Rio que passou em minha vida”. (risos)

PORTELA (Feijoada Original do Mundo do Samba - Mai/2008)

FEIJOADA DA PORTELA É NO PRÓXIMO SÁBADO (site ocarnavalesco – 29/04/08)

No próximo sábado, dia 3 de maio, a Portela realiza mais uma edição da sua tradicional feijoada. O evento acontece na quadra da escola, a partir das 13h. A entrada custa R$ 5 e a feijoada é R$ 10. Será servido um bolo aos aniversariantes do mês.

Abrindo a programação, o grupo de pagode Sala de Visita faz seu show. Depois é a vez da Velha-Guarda Show da Portela, que recebe a participação especial de Diogo Nogueira. O cantor e compositor Serginho Miriti é o encerramento.

A quadra da Portela fica na rua Clara Nunes 81, em Madureira.